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Mulheres

Mulheres lideranças regionais, organizações indígenas e em contexto urbano voltaram a se reunir, na Representação do Gabinete Parlamentar em Boa Vista, na manhã desta terça-feira, 19, para desta vez apontar quais cursos serão ofertados por região e em nível estadual. A atividade foi de iniciativa do mandato da deputada Joenia Wapichana que tem reunido as mulheres para discutir a implementação da emenda. 

As emendas são executadas pela Secretaria Estadual do Índio (SEI), beneficiada nos anos de 2020 e 2021, uma de R$160 mil destinada para cursos e capacitação e outra de R$248 mil, para reforma de duas salas onde será instalado o Centro Cultural, na sede da SEI, no Parque Anauá e aquisição de instrumentos musicais. A oferta de oficinas está sendo discutida em conjunto com o Gabinete da deputada Joenia, lideranças femininas regionais e representantes do Centro de Artesanato Ko'go Damiana (CAKD) da SEI.

Nos encontros anteriores, as mulheres  fizeram um levantamento de  atividades culturais, pontos de produção de artesanato e de cursos profissionalizantes que já existem nas comunidades indígenas. Agora foi a vez de decidir onde os cursos serão ofertados. Pela primeira vez, a discussão contou com a participação de mulheres Yanomami da Associação Texoli, das regiões do Alto e do Baixo Mucajaí que produzem artesanatos, plumárias, cestaria e pinturas corporais.

Como as mulheres Yanomami não dominam bem o português, o presidente da Associação Texoli, Eliseu Xirixana Yanomami, traduziu o sentimento delas por participarem pela primeira vez, pois esse era um desejo antigo para que possam desenvolver atividades que possam garantir renda para as comunidades. "Estamos aqui buscando informações e começamos a procurar as mulheres que produzem artesanato. Ficamos felizes por participarmos desse encontro", disse Eliseu.

Marizete 1

A assessora parlamentar Marizete de Souza conduziu o encontro e reforçou sobre a definição de prioridades regionais e indicação dos cursos que representam a vocação de cada localidade. Foram indicadas oficinas de cestarias e trançados, biojoias, pinturas corporais, entalhe em madeiras, panelas de barro, gastronomia indígena, artes em plumária, coste e costura, crochê, produção de sabão e medicina tradicional. "Essas capacitações serão uma aprendizagem para buscar alternativas econômicas para as famílias e as comunidades", lembrou Marizete.

A secretária-geral do Movimento das Mulheres Indígenas do CIR, Maria Betânia, frisou que essas oficinas são a concretização da proposta da deputada Joenia Wapichana que sempre teve preocupação com a realização de ações na base. Disse que as lideranças precisam ter o compromisso de convidar mais pessoas interessadas a participar e ainda fazerem com que essas atividades cheguem às comunidades. Os cursos devem começar no ano que vem.

Mulheres 1

Depois que as lideranças definiram as oficinas a serem ofertadas por região, a diretora do CAKD, Síria Mota Bezerra, contribuiu com os ajustes necessários para que o maior número de cursos possam chegar às comunidades indígenas. Nem todas  poderão ser ofertadas no início, mas a ação será fortalecida e adaptada à medida em que as atividades começarem  a ser executada. "O desafio futuro será o fortalecimento da cultura indígena com a realização de oficinas por etnia", disse explicando que cada povo tem sua especificidade. 

As mulheres indígenas em contexto urbano da Organização dos Indígenas da Cidade (Odic) tiveram uma participação expressiva, apontando suas necessidades e prioridades. Representantes das coordenações regionais também estiveram presentes, como a do Murupu, Serras, Surumu, Raposa e a do Baixo Cotingo, além da Organização das Mulheres Indígenas de Roraima (Omir). Outras organizações indígenas estão sendo contatadas pela SEI para que participem do projeto.

  Foto: Lohana Chaves