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A deputada Joenia Wapichana (REDE), visitou a Casa da Mulher Brasileira (CMB), na manhã desta quinta-feira, 03, com a finalidade de conhecer a estrutura dessa instituição que oferece serviços por meio da integração de instituições que atuam no processo de enfrentamento à violência contra a mulher com atendimento humanizado. Funcionando no bairro São Vicente, o programa de abrangência nacional é mantido pelo Governo Federal sob a coordenação do Governo do Estado.

O diálogo com a coordenadora da Casa, Graça Policarpo, serviu para sinalizar uma parceria com organizações e movimentos indígenas em defesa dos direitos das mulheres indígenas, que atuam em parceria com o mandato coletivo indígena. Graça disse que a instituição conversa com lideranças indígenas, a exemplo da Organização das Mulheres Indígenas (Omir), mas enfatizou a necessidade de uma atuação específica voltada a esse público.

A deputada Joenia, que é advogada e atuou na defesa dos direitos das mulheres indígenas, relatou sua experiência com esse tipo de atendimento e sugeriu a criação de um espaço com estrutura para as mulheres indígenas vítimas de violência que chegam das comunidades ou que vivem em contexto urbano, as quais poderiam se sentir melhor acolhidas se houvesse esse espaço mais próximo de sua realidade, com profissionais que entendam as particularidades cultural e de vivência nas comunidades.

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"É a primeira vez que visito a Casa da Mulher Brasileira. É uma visita para conhecer como a instituição trabalha. Tenho feito um trabalho em defesa dos direitos das mulheres não só indígenas, na Câmara, com uma bandeira focada principalmente contra a violência", comentou Joenia. Ela percorreu boa parte do espaço, com 3.659 m², que atende 24 horas por dia prestando serviços integrais e humanizados para mulheres em situação de violência. O prédio foi inaugurado em novembro de 2018.

Conforme Graça Policarpo, as mulheres em situação de violência que procuram o local, a qualquer hora, inclusive durante a madrugada, podem contar com serviços de acolhimento por meio de uma equipe multidisciplinar, como Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), com dois agentes para registrar ocorrência, e Defensoria Pública, além de um alojamento de acolhimento provisório para os casos de iminência de morte, com cama, cozinha, roupas e alimentos.

A equipe ainda dispõe de psicólogos e assistentes sociais, que fazem atendimentos e encaminhamentos para os órgãos e programas sociais, caso a vítima de violência ainda não receba benefícios sociais. Existe também um espaço para as mulheres que chegam com filhos, independente da quantidade, onde as crianças recebem atendimentos necessários enquanto a mãe é acolhida.

A CMB ainda dispõe do serviço chamado de "Porta de Saída", que é o atendimento para proporcionar autonomia econômica para aquelas mulheres que não têm emprego ou atividade econômica. O encaminhamento para o mercado de trabalho é feito pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine), que é um dos órgãos parceiros, auxiliando inclusive na confecção do currículo e entrevista de emprego.

O desafio agora é proporcionar estrutura para as mulheres indígenas. A deputada Joenia disse que foi importante conhecer todo o trabalho desenvolvido e deu sugestões para adaptar os espaços para a realidade indígena, com rede, alimentos tradicionais, espaço aberto e confecção de artesanatos. A coordenadora concordou em construir uma parceria.

Por ser também coordenadora estadual de Políticas para as Mulheres, Graça disse que conhece a realidade de todo o Estado, onde tem observado que muitas mulheres indígenas estão submetidas a algum tipo de violência em suas comunidades, inclusive crianças vítimas de violência sexual.

Atualmente, a instituição faz atendimento nas comunidades onde não há sequer uma delegacia para atender as indígenas adequadamente, fazendo com que elas desistam de denunciar ou de enfrentar a situação de violência à qual elas estão submetidas. Segundo Graça, a Casa já atendeu dez mil mulheres em dois anos de atividades em todos os municípios durante ações itinerantes.

Joenia disse que o mandato agora saberá como orientar as lideranças indígenas a encaminharem as mulheres em situação de violência doméstica para atendimento na Casa da Mulher Brasileira. Ela propôs parcerias para o uso da estrutura da CMB para eventos do movimento indígena visando realizar eventos de conscientização, prevenção e combate à violência doméstica, bem como contra o alcoolismo, que é um dos principais motivos da violência sofrida pelas mulheres indígenas.

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