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audiencia mulheres

Ao participar da Audiência Pública “A Violência Política de Gênero”, em alusão ao Dia Mundial do Combate à Violência contra a Mulher, transmitida  pela TV Câmara Distrital e pelo canal E-democracia, na manhã desta quinta-feira, 25, a deputada Joenia Wapichana (REDE) disse que não é impossível vencer a violência contra a mulher, desde que os casos sejam denunciados pelas vítimas e também a partir da construção de uma estratégia.

Segundo ela, é necessário que as mulheres sejam encorajadas a exercerem seus direitos dentro da sociedade e incentivadas a reconhecerem que todas têm a capacidade de ocuparem os espaços públicos e de poder, para que possam cumprir o seu papel de tomada de decisão dentro da sociedade. Disse que sua trajetória como primeira mulher indígena eleita no país é simbólica para mostrar a capacidade das mulheres e encorajar para que mais mulheres sejam eleitas.

Ao se tornar a primeira advogada indígena do país, quando passou a atuar na defesa dos direitos dos povos indígenas da Amazônia, a deputada afirmou que percebeu que ainda havia muito a se avançar na questão dos direitos e protagonismo das mulheres. "Estão faltando espaços para melhorar e somar mais mulheres  no poder, tomando decisões no espaço público", disse.

Citando a experiência de sua própria vida como indígena, Joenia disse que a mulher  tem a preocupação com a coletividade, por isso sofre com a violência na política por exercer a voz em favor do tratamento igualitário. Afirmou que sua história não é diferente das demais mulheres, por isso é preciso assumir a missão de mudar esse cenário. "Senti o peso da representatividade de mulher e indígena, vítima preconceito e discriminação", frisou ao narrar um episódio em que ela foi barrada no elevador para chegar ao seu gabinete.

A  deputa afirmou que a violência, a discriminação e  o preconceito contra a mulher têm raízes na formação do Brasil, desde o início, que foi baseada em conceitos machistas e colonialistas, que colocou a mulher como inferiores, em conceitos classistas, nos quais pesa a questão econômica, e em conceito racista como base que coloca o indígena como inferiores e as mulheres em condições piores ainda.

Mas ela disse que não é impossível vencer a violência. "Tem que denunciar, sim, e contribuir com estratégias para vencer essa violência política de gênero, afirmar que nós  podemos exercer nossos direitos", afirmou ao encerrar sua participação na audiência que foi mediada pelo deputado distrital Leandro Grass (REDE/DF).

O parlamentar disse que Joenia Wapichana tem sido uma voz firme e altiva em defesa das mulheres no parlamento brasileiro e de várias outras causas. "Você hoje não é mais a deputada da Rede e dos indígenas, é deputada do Brasil, pois tem sido fundamental ao representar o Brasil em agendas globais, sendo protagonista na COP 26 ao longo de toda a conferência", lembrou.

A audiência contou ainda com a participação de outras lideranças femininas, como a senadora Leila Barros; a pesquisadora da Ong Elas no Poder,  Letícia Medeiros;  coordenadora geral da Organização Transparência Eleitoral Brasil, Ana Cláudia Santano; representante do Observatório de Violência Política Contra a Mulher, Bianca Gonçalves e Silva; além de outras autoridades.