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pium

Ao cumprir agenda parlamentar no Município do Alto Alegre, no sábado, 04, a deputada Joenia Wapichana (REDE) foi até a Comunidade do Pium, na Região do Tabaio. A parlamentar foi levar solidariedade àquela comunidade, que foi alvo de uma ação violenta praticada por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, na terça-feira da semana passada, 30 de novembro.  

A deputada entregou para as lideranças indígenas cópias de documentos enviados às autoridades em que pede explicações do Governo do Estado e providências ao Ministério Público Federal sobre os excessos praticados pela PM no cumprimento de uma ação de reintegração de posse. Joenia reafirmou seu posicionamento em defesa dos direitos dos povos indígenas, especialmente na garantia de suas terras.

Disse que vai continuar reforçando, junto às autoridades, tudo o que for deliberado pelas lideranças indígenas em sua defesa e no pedido por justiça contra as ações violentas. Pediu que tudo seja resolvido com tranquilidade para que se evite confronto. Segundo ela, manter a paz é uma sabedoria de resistência. "Vamos trabalhar para que tudo seja solucionado o mais rápido possível", disse ao explicar que, se necessário, o caso será levado até às últimas instâncias judiciais, inclusive à Suprema Corte.

"É preciso encaminhar para a Corregedoria esses casos relatando e denunciando, caso alguém esteja sendo amedrontado por policiais ou se sentindo desprotegido, com intranquilidade em passar pela estrada", orientou após ouvir os relatos dos membros das comunidades que estavam durante a ação de reintegração ou que presenciaram ameaças e intimidações desde que começou a disputa com os fazendeiros pela retomada das terras que ficaram de fora da terra indígena homologada.

Além da tuxaua da Comunidade do Pium, Sara Pereira da Silva, e da 2ª tuxaua, Valdenora Pereira da Silva, e dos coordenador regional dos Tuxauas, Benigno  Ernesto da Silva, lideranças de outras comunidades e representes das famílias que tiveram as 15 casas destruídas puderam dar seu depoimento. Há registro inclusive de que os fazendeiros mantêm um grupo de capangas com arma de fogo para intimidar quem passa pelo local.

As lideranças relataram que, durante a ação de reintegração, um jovem indígena de 19 anos, que estava gravando um vídeo com o seu celular, foi atingido nas costas por um tiro de borracha. Narraram que, mesmo não tendo reagido nem resistido à ação de reintegração, foram repelidos com balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta. Disseram que crianças ficaram aterrorizadas com o aparato de força  que contava, além de inúmeras viaturas policiais, com sete tratores.

Conforme os relatos, na área que eles tentam reocupar, alvo da disputa, está localizada a nascente do igarapé que abastece a comunidade com água potável e sustenta a criação de animais, além de manter todo o ecossistema da região. Por isso eles consideram essa disputa como "uma luta pela vida". Nos relatos, disseram também que os fazendeiros tentam se apossar de uma área maior, inclusive adentrando nos limites da terra indígena demarcada e homologada.

EMENDAS - Depois de ouvir os relatos da comunidade, a deputada prestou contas de suas emendas parlamentares destinadas não só às comunidades da Região do Tabaio, mas também direcionadas à Prefeitura de Alto Alegre para que os recursos sejam aplicados nas comunidades indígenas do Alto Cauamé.

Estavam presentes à reunião representantes de seis das setes comunidades que fazem parte da Região do Tabaio: Pium, Barata, Mangueira, Anta 1, Anta 2 e Boqueirão. Só não havia representante da Comunidade Livramento. Eles puderam acompanhar informações sobre as emendas direcionadas para saúde indígena, educação indígena e auto-sustentação dos povos indígenas.