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Diante do trágico acidente ocorrido na noite de segunda-feira, em Boa Vista, quando uma mãe Yanomami morreu atropelada em via pública, enquanto carregava seu bebê de colo, a deputada Joenia Wapichana (REDE-RR) reiterou pedidos para que as autoridades federais tomem providências para a situação de vulnerabilidade em que vivem alguns Yanomami que se deslocam para a cidade. Assim como já foi apontado pelas entidades que defendem os direitos indígenas, Joenia entende que o problema requer atenção de toda sociedade. 

A parlamentar já determinou que sejam enviados ofício não só à Fundação Nacional do Índio (Funai), mas também ao Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública da União (DPU).  Conhecedora desse problema, logo que assumiu em 2019, a deputada Joenia já havia enviado ofício à Funai reportando sobre esta realidade e cobrando do órgão indigenista que tem a obrigação de resolver a situação.

No dia 13 de agosto, a pedido de Joenia, o Gabinete da Deputada Federal reuniu Dário Kopenawa Yanomami, da Hutukara Associação Yanomami, o então novo coordenador da Funai em Roraima, Osmar Tavares, o coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Israel Licurgo, o procurador da República em Roraima, Alisson Marugal. A finalidade foi  tratar da situação de vulnerabilidade em Boa Vista em que frequentemente se encontram famílias Yanomami, Yawari, inclusive mulheres e crianças. 

Nesta reunião, o representante do MPF falou dos avanços que foram alcançados no sentido de haver um Posto de Saúde na região do Ajarani, da onde são provenientes os indígenas que acampam em Boa Vista. Dario Kopenawa ressaltou o problema dos benefícios sociais que atraem as famílias para a cidade, uma vez que são os Yanomami considerados de recente contato. Eles não possuem o hábito de lidar com o dinheiro, não tem um lugar certo para se hospedar e ficam expostos à venda de bebidas alcoólicas, estupro e maltrato de mulheres e exposição das crianças. 

O coordenador da Frente de Proteção Yanomami, Israel Licurgo, explicou que os Yawari são os indígenas que foram afetados pela construção da BR 210, Perimetral Norte, que adentrou a Terra Indígena Yanomami nos anos 70,  desestabilizando as comunidades existentes no local. Esta situação foi agravada com a instalação de fazendas, que passaram por meios de funcionários a aliciar os indígenas com bebida alcóolica e maus-tratos.   

 Ele disse que no início de agosto havia 60 pessoas em Boa Vista e que, com o apoio da Hutukara, do ISA e outros parceiros, haviam conseguido levar 50 pessoas de volta às suas comunidades, mas dez não tinham aceitado voltar, pois tinham situação de conflito no local de origem. Foi comentado ainda sobre a necessidade de a Funai contar com um local seguro onde as pessoas pudessem ficar em segurança quando estivessem na cidade, do apoio que tem recebido do Conselho Tutelar. 

Os representantes das entidades destacaram  que a situação de vulnerabilidade dos indígenas requer esforço de todos, inclusive de bares e comércios não venderem bebida alcoólica, além da sociedade como um todo que pode ajudar a proteger estas mulheres, crianças e idosos.  Ficou entendida a necessidade de se  ampliar a rede de proteção aos Yawari para que ela possa se tornar realmente efetiva. 

A deputada Joenia Wapichana  explicou que vem destinando as suas emendas parlamentares para órgãos públicos, prefeituras, universidades e o Governo de Roraima para que as políticas públicas voltadas aos povos indígenas sejam efetivadas, bem como tem feito a fiscalização de como os recursos públicos são utilizados, tornando transparentes estas informações por meio de suas redes sociais, do site da Câmara Federal e de matérias jornalísticas.