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Como consequência dos ataques que sofreu por defender os interesses dos povos indígenas nas últimas semanas, na Câmara, a deputada Joenia Wapichana (REDE-RR) foi uma das convidadas para fazer a abertura do lançamento online da campanha "A Democracia precisa de diversas vozes, que visa enfrentar a violência política de gênero e raça vivida pelas mulheres", na tarde de sexta-feira.

A campanha é da Frente Parlamentar Feminista Antirracista com Participação Popular. Movimentos, organizações e deputadas que integram a Frente convocaram a sociedade brasileira a enfrentar a realidade política do país a partir de uma ação conjunta. A deputada Joenia foi reverenciada por estar à frente do apoio ao movimento dos povos indígenas, reprimidos pela polícia por protestarem contra o Projeto de Lei 490 que impede novas demarcações de terras indígenas no país.

"A democracia precisa valorizar a diversidade cultural do nosso país. Venho aqui trazer a voz das mulheres indígenas, dos povos indígenas do meio do qual nós viemos, da Amazônia, para somar a essa reivindicação da participação do povo brasileiro. Quero agradecer toda solidariedade que recebi todos esses dias, onde povos indígenas enfrentaram a perseguição e ataques novamente a este processo de colonização que ainda não acabou", disse Joenia, em sua explanação, a respeito dos ataques de parlamentares que alegaram que ela não representaria os povos indígenas brasileiros.

"Infelizmente, nós ainda estamos vivendo um momento sombrio no país, onde há ataque sistemático aos mais vulneráveis, no momento mais vulnerável. Todo tempo há uma necessidade constante de reafirmar direitos que são consolidados na legislação brasileira, na legislação constitucional. Há uma necessidade porque há uma pressão, uma consolidação de uma necropolítica que atropela os menores no sentido de não ter um poder político e um poder econômico. A gente está vendo todos os dias uma pressão muito grande para que se negue a verdadeira realidade da população brasileira", prosseguiu.

Joenia agradeceu o apoio que recebeu diante dos ataques sofridos por ela como a voz das mulheres indígenas na Câmara. "Quero dizer que o fato de os povos indígenas estarem lutando em Brasília não foi uma opção, mas uma necessidade que o povo originário do Brasil tem de mostrar ao povo brasileiro que os povos originários existem e resistem a essa pressão", destacou ao frisar que houve um verdadeiro retrocesso visando modificar as garantias constitucionais, principalmente à terra.

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"Pela terra vêm outros direitos: o direito à educação, à saúde, à própria cultura brasileira. Porque não tem como separar essa relação do direito à terra do direito à cultura, para preservar e para garantir que as futuras gerações tenham o direito de ter o acesso aos conhecimentos tradicionais, à medicina tradicional, ao repasse das línguas indígenas, que hoje são mais de 274 línguas faladas em todo o Brasil", disse.

E ela concluiu: "Nem todos conhecem a diversidade, a cultura que as mulheres indígenas têm passado de geração em geração em relação a sua população e aos seus conhecimentos, às crenças aos costumes, às tradições que poucos conhecem".