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No Dia do Professor Indígena, celebrado hoje, 28 de julho, a deputada Joenia Wapichana (REDE-RR) aproveita para homenagear os profissionais da educação indígena que lutam pela valorização e reconhecimento de um ensino público gratuito e diferenciado. A data é uma homenagem à professora Macuxi Natalina Messias, já falecida, que sempre esteve na luta pelos direitos dos povos indígenas, principalmente em prol de uma educação que valorize a cultura por meio da língua materna.

Como única parlamentar indígena no Congresso, Joenia destinou toda emenda de bancada dos anos de 2020 e 2021 para a educação escolar indígena. Foram cerca de R$40 milhões destinados, visando principalmente, garantir a melhoria na estrutura das escolas, possibilitando mais dignidade aos professores e alunos em sala de aula.    O recurso está sendo direcionado para reforma e ampliação das escolas indígenas, além de aquisição de mobílias, conforme prioridades apresentadas pelos professores indígenas em consulta as comunidades.

A deputada também direcionou, emenda para o Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena, da Universidade Federal de Roraima (UFRR), no valor de R$750 mil, visando a modernização da instituição, que atende indígenas de todo o Estado, os quais também poderão ser futuros professores. Também foi destinada emenda no valor de R$180 mil para bolsas de estudos para estudantes indígenas do Insikiran e outros cursos da UFRR.

Joenia acredita que investir na educação é a forma de garantir a autonomia dos povos indígenas, proporcionando não apenas o fortalecimento de sua cultura, mas também garantir conhecimentos para que possam se qualificar e até mesmo ocupar diversos espaços na sociedade, como ela própria conseguiu ao se formar como primeira advogada indígena do Brasil e com mestrado nos Estados Unidos.

"Isso só foi possível graças à educação", disse a deputada ao lembrar da importância que os educadores indígenas têm na formação de uma geração comprometida na defesa de seus direitos e para manter viva sua cultura mesmo diante da pressão da sociedade envolvente, que excluem e discrimina os povos tradicionais.

"É por isso que quero homenagear os professores indígenas em Roraima nesta data especial, lembrando o espírito de luta da professora Natalina, que tanto batalhou junto com outros sonhadores indígenas para alcançar uma educação indígena fortalecida", frisou ao saudar os demais profissionais em nome da coordenadora da OPIR, Edite da Silva Andrade.

edite andrade

Em conjunto com outros professores da OPIR, a professora Edite vem lutando, junto ao Governo do Estado, em favor da realização de concurso público para efetivar os professores indígenas. "Agora estamos cobrando um concurso público específico e diferenciado para esse ano de 2021. Se efetivarmos mil vagas, teremos um grande avanço". Mas essa luta vem de muito tempo atrás. "Um fato histórico no avanço da política educacional foi a conquista, em 2002, de concurso específico e diferenciado", comemorou.

Segundo ela, o maior desafio no Sistema Estadual de Educação Indígena é a conquista de um quadro de professores efetivos suficiente para atender toda a rede. "Por isso nossa reivindicação é sempre um concurso público para que se efetivem os professores. Atualmente, temos 400 professores indígenas efetivos do Estado. O Sistema Municipal de Educação Indígena está começando a realizar concurso, mas a maioria vem de seletivo. O desafio é conseguir que todo sistema faça concurso", complementou.

A questão da infraestrutura das escolas é outro desafio. "Nós temos poucas escolas que foram construídas pelo Estado. Agora nós recebemos a boa notícia da emenda da deputada Joenia, que contemplou escolas para reforma. Mas ainda temos o desafio de que outros parlamentares sigam o exemplo da deputada Joenia para que contemplem a construção de novas escolas com suas emendas", frisou.

Edite citou como um dos avanços na educação indígena a licenciatura intercultural específica e a formação de professores indígenas, além da conquista de ter um representante no Conselho Estadual de Educação, o professor Enilton André Wapichana, e representantes no conselho que avalia os professores indígenas. A criação da Opir, que nasceu da política adotada pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR), em conjunto com professores indígenas, também foi outra conquista citada por ela.

"O Dia 28 de julho foi criado para homenagear a professora Natalina Messias, mas é uma data de homenagens para todos nós, professores indígenas, com esse respeito que tanto almejamos por parte de todos os cidadãos, para valorizar e respeitar os professores indígenas de todos os povos - Macuxi, Wapichana, Ingaricó, Wai-Wai, Yekuana. Yanomami, Sapará, Patamona e Taurepang. Nós temos nossa especificidade", afirmou Edite.

A coordenadora da OPIR frisou que, no sentido do respeito e da valorização, as homenagens são o reconhecimento de tudo aquilo que os docentes indígenas almejaram dentro do profissionalismo que eles sempre trataram sua profissão. "Estamos contribuindo com alfabetização e conhecimento indígena e científico. Pra nós, é um reconhecimento dizer que o professor indígena existe".