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Joenia 2005

                                                                                             Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Em mais um dia de intensa votação na Câmara, tendo em pauta a Medida Provisória nº 1.031/2021, sobre privatização da Eletrobras, aprovada com 316 a 166 votos, nesta quarta-feira, 19, a deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), no seu tempo de líder, aproveitou para falar sobre três pontos, a investigação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a privatização da Eletrobras e as denúncias de ataques de garimpeiros contra o povo indígena Yanomami.    

“Desde o início do atual Governo estamos acompanhando o desmonte da política ambiental, em especial as políticas de preservação e fiscalização”, iniciou a deputada, relembrando dos atos praticados contra a política ambiental no início do atual governo.

O Ministro do STF, Alexandre de Morais, autorizou a Operação Akuanduba, desencadeada ontem pela PF, que tem como alvo o ministro Ricardo Salles e o presidente do IBAMA, Eduardo Fortunato por corrupção, facilitação de contrabando e outros crimes que podem ter sido cometidos por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.  “Sempre questionamos a quem servia essa fragilidade da fiscalização ambiental e hoje tivemos algumas respostas”, refletiu a deputada sobre a investigação.    

“É inadmissível que Ricardo Salles continue à frente do Ministério do Meio Ambiente”, frisou a deputada, ao dizer também que “está mais do que comprovado, que a agenda do Ministro Salles não é a defesa do meio ambiente, mas sim a destruição do meio ambiente”, completou,

Privatização da Eletrobras

Desde o período da manhã, quando houve uma coletiva de imprensa da Oposição contra a votação da Medida Provisória 1.031/2021, que trata sobre a privatização da Eletrobras, a deputada Joenia manifestava seu posicionamento contrário a essa medida que, segundo ela, essa medida não é a prioridade da sociedade brasileira, que corre um sério risco de acontecer apagões, como ocorreu no Amapá. Além disso, a privatização “é um sério retrocesso ao patrimônio brasileiro além de impactar na tarifa de energia para os consumidores”.

No discurso, Joenia questionou: a quem interessa a privatização da Eletrobras? “O Brasil precisa rediscutir a sua matriz energética, modernizá-la e colocá-la de forma alinhada com as energias renováveis”, ponderou a parlamentar, apontando que no país existe um grande potencial energético sustentável, mas que precisa ser discutido, estudado, ter diálogos com a sociedade civil e demais áreas afins.

Aprovada, a Medida segue para o Senado.

Denúncia dos ataques contra o povo Yanomami

Ainda na pauta de preocupações, a deputada Joenia Wapichana, reforçou as denúncias sobre os atos de violência na Terra Indígena.  “Os conflitos armados contra indígenas, provocados por garimpeiros ilegais, são cada vez mais violentos”, manifestou, ao informar que seu mandato já reiterou pedidos de providências junto aos órgãos competentes.

“Nós não queremos ver novamente o que aconteceu no caso Haximu, quando uma comunidade inteira foi dizimada. Houve, sim, o genocídio daquele povo. Nós não queremos ver as mulheres desesperadas, crianças mortas”, relembrou. A Hutukara Associação Yanomami (HAY) denunciou recentemente que em decorrência dos ataques, duas crianças morreram afogadas.

“É preciso ter sensibilidade, é preciso ter humanidade”, clamou a deputada ao presidente e demais parlamentares. “Esta é a voz do povo indígena. Então, eu peço a responsabilidade das autoridades brasileiras”, completou, em tom de indignação.

“Eu quero dizer que esta Casa também tem responsabilidade não só de cobrar que a nossa legislação seja de fato implementada, mas também de cobrar a nossa obrigação de fiscalizar as ações e também as omissões do Governo”, cobrou.

Concluiu pedindo basta a violência e pedido respeito aos povos indígenas. “É preciso dar um basta nessa violência, é preciso respeitar o direito dos povos indígenas e é preciso, acima de tudo, garantir a vida daqueles que estão mais fragilizados neste momento”.